O medo costuma correr mais rápido do que a realidade.
Quem nunca levou um susto ao ouvir um barulho inesperado?
O medo faz parte da vida.
Ele nos protege, ajuda a evitar perigos e prepara nosso corpo para reagir diante de situações ameaçadoras.
Na síndrome do pânico, porém, esse alarme dispara mesmo quando não existe um perigo real e imediato. Surgem sintomas intensos como falta de ar, aceleração dos batimentos cardíacos, tremores, tontura, sensação de perda de controle e medo de morrer ou enlouquecer.
Para quem nunca passou por isso, pode parecer exagero.
Para quem vive essas crises, o sofrimento é absolutamente real.
Na perspectiva psicanalítica, o pânico não é compreendido apenas como um conjunto de sintomas físicos. Ele pode representar uma forma extrema pela qual conflitos internos encontram expressão quando ainda não puderam ser simbolizados em palavras.
A análise procura construir justamente esse espaço onde aquilo que hoje aparece como um medo sem nome possa, pouco a pouco, ser compreendido.
O contrário do medo não é a coragem. Muitas vezes, é a possibilidade de voltar a confiar na própria vida.