Quem foi a primeira pessoa que lhe ensinou como olhar para si mesmo?
Pode parecer uma pergunta estranha.
Mas pense por um instante.
Ninguém nasce sabendo se é bonito, inteligente, interessante ou capaz.
Aprendemos isso, pouco a pouco, através do olhar das pessoas que fizeram parte da nossa história.
A autoestima não é simplesmente gostar de si mesmo. Ela é construída nas relações que estabelecemos ao longo da vida. É natural que oscile em determinados momentos, especialmente diante de perdas, mudanças ou desafios.
O problema aparece quando a autocrítica se torna constante, quando nunca nos sentimos suficientes ou quando passamos a depender exclusivamente da aprovação dos outros para reconhecer nosso próprio valor.
Na Psicanálise, essa forma de nos enxergar está profundamente relacionada às primeiras experiências afetivas e aos vínculos que construímos desde a infância. Muitas vezes, continuamos repetindo internamente vozes que já nem percebemos de onde vieram.
A análise oferece um espaço para reconhecer essas marcas e construir uma relação mais livre consigo mesmo.
Talvez a pergunta não seja "como aumentar minha autoestima?", mas "de quem aprendi a olhar para mim com tanta severidade?"